Com início marcado para o dia 6 de Agosto, vai realizar-se a festa em honra de S. Sebastião e Nª Sª da Memória. Começa com a Procissão de Velas da Igreja de Vila Nova para a Igreja Matriz, às 21h 30m, do dia 6.
A Missa solene, na Igreja Matriz, é no dia 8 de Agosto, seguida de Procissão de andores para a Igreja de Vila Nova.
Além das celebrações litúrgicas, há outras de carácter mais popular e que incluem noites de música e dança, folclore, música popular e jogos tradicionais.
As festas são também uma forma de apoiar as obras do Espaço Vida, do Centro Social.
S. SEBASTIÃO, mártir
Nota Histórica
Foi martirizado em Roma no começo da perseguição de Diocleciano. O seu sepulcro, na Via Ápia «ad Catacumbas», foi venerado pelos fiéis desde a mais remota antiguidade.
S. Sebastião nasceu em Narbonne, na Gália, mas os pais eram originários de Milão e foi nesta cidade que cresceu.
Foi para Roma e entrou no exército em 283.
Aconteceu que os mártires Marcos e Marceliano, condenados à morte, pareciam correr o perigo de ficarem abalados na sua fé. Sebastião interveio e fez uma longa exortação à constância que afectou fortemente os ouvintes. Zoé, mulher de Nicóstrato, que seis anos antes perdera o dom da fala, prostrou-se a seus pés e falou claramente quando o santo fez o sinal da cruz sobre a sua boca. Ela e o marido converteram-se; e Nicóstrato, que tinha os prisioneiros a seu cargo, levou-os para a própria casa. O governador de Roma, informado do incidente, mandou chamar Sebastião e foi baptizado em conjunto com o filho. Depois, mandou libertar os presos convertidos, deu liberdade aos escravos e demitiu-se da prefeitura.
Diocleciano, admirador da coragem e virtude de S. Sebastião, que escondia a religião professada, gostaria de o ter a seu lado, e nomeou-o comandante de uma companhia de guardas pretorianos.
Em 286 quando a perseguição estava ao rubro, o papa escondeu-se com outros no palácio imperial. Santa Zoé foi a primeira a ser presa, enquanto rezava junto ao túmulo de S. Pedro, no dia da celebração dos apóstolos. Castulo foi posto três vezes na roda e depois enterrado vivo. Os pés de Marcos e Marceliano foram cravados a um poste e feridos até à morte com flechas.
S. Sebastião, que mandara tantos mártires para a morte antes de chegar a sua vez, foi condenado na presença do próprio Imperador Diocleciano que, acusando-o amargamente de ingratidão, o entregou a alguns archeiros da Mauritânia para ser abatido com flechas. O corpo foi cravado de flechas e abandonado quando o consideraram morto. Irene, a viúva de Cástulo, foi para o enterrar e descobriu que ainda estava vivo, por isso levou-o para os seus aposentos, onde recuperou a saúde mas se recusou a fugir; pelo contrário, um dia foi colocar-se num local por onde o imperador estava previsto passar e, abordando-o, censurou-o pelas crueldades perpetradas contra os Cristãos. Esta liberdade de expressão, de uma pessoa que se supunha morta, espantou o imperador; deu ordens para que fosse preso, espancado até à morte com mocas e o corpo atirado para a vala comum. Uma senhora devota, exortada pelo mártir numa visão, mandou-o retirar em segredo e ser enterrado nas catacumbas.
A Festa litúrgica celebra-se a 20 Janeiro.
